segunda-feira, 22 de agosto de 2011

BRASIL: PRÓXIMA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE,SERÁ NO RIO DE JANEIRO!

Bento XVI encerra JMJ e anuncia que edição 2013 será realizada no Brasil !

Rio de Janeiro é a cidade escolhida para acolher o papa e jovens do mundo inteiro
Uma grande graça para nossa nação! Na missa de encerramento da Jornada Mundial da Juventude de Madri, nesse domingo (21),  o papa Bento XVI confirmou que o Rio de Janeiro será a próxima cidade a receber uma edição da JMJ. A informação já havia sido antecipada na última semana por padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé.
A edição do Rio de Janeiro acontecerá com um ano de antecipação, em 2013, em vez de 2014, para evitar que coincida com a Copa do Mundo de Futebol, que será disputada no Brasil em 2014. A data prevista para o evento é de 23 a 28 de julho de 2013 e a expectativa é reunir mais de dois milhões de jovens peregrinos.
O Rio de Janeiro, cidade emblemática do país com o maior número de católicos do mundo, foi eleita em uma disputa com outra candidata, Seul, capital da Coréia do Sul.
Para o Brasil, será o terceiro grande acontecimento a se organizar nos próximos anos, junto ao Mundial de Futebol (2014) e os Jogos Olímpicos (2016).
Após Buenos Aires, em 1987, a cidade brasileira será a segunda da América do Sul a celebrar o encontro internacional. Com a de Madri, já se celebraram 26 JMJ, todas elas presididas pelo Papa, 11 fora do Vaticano.
Trata-se de Buenos Aires (Argentina), Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polônia), Denver (Estados Unidos), Manila (Filipinas), Paris (França), Roma (Itália), Toronto (Canadá), Colônia (Alemanha) e Sydney (Austrália). Cerca de 20 milhões de jovens participaram desses eventos internacionais.
As JMJ nasceram em 1984, por iniciativa do Papa João Paulo II. A primeira aconteceu em Roma, no domingo de Ramos do citado ano, no contexto das celebrações setoriais do Ano Santo Jubilar da Redenção (1983-1984).
RCC na JMJ
A Renovação Carismática Católica do Brasil esteve presente na Espanha com 180 missionários. Ainda no dia 10 de agosto, os jovens desembarcaram na diocese de Pamplona onde realizaram a Pré-Jornada, com atividades de formação e evangelização. Na segunda-feira (15), partiram para a capital Madri, onde participaram das celebrações oficiais da JMJ.
FONTE:
http://www.rccbrasil.org.br/


 

domingo, 21 de agosto de 2011

...Se liguem!!!!!

São Pio X - "Todo o poder do reino de Satanás deve-se à fraqueza facilitista dos Católicos"


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

“Sofre comigo como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.”
(II Timóteo 2:3-4)






Os documentos da Igreja encorajam-nos a ler os sinais dos tempos.

Quem o fizer honestamente tem que admitir que não só estamos longe de entrar numa espécie de nova primavera, como, pelo contrário, estamos a entrar num período de escuridão. As forças do mal estão a cerrar fileiras contra a Igreja de tal maneira que, humanamente falando, a sobrevivência do Cristianismo está ameaçada.

Estamos agora a assistir a um ataque contra o Cristianismo, em nações que já foram cristãs, o que apenas há quarenta anos seria inconcebível. Até o ChristianScience Monitor, escrevendo sob uma perspectiva protestante, notou o aumento do sentimento “anti-cristão” nos Governos e legislações modernas.

O Christian Science Monitor de 10 de Março de 2009 falou da “chegada de um capítulo anti-cristão ao Ocidente pós-cristão”. E observou: “A intolerância em relação ao Cristianismo irá aumentar para um nível que muitos de nós não acreditavam que seria possível durante as suas vidas, e a legislação pública tornar-se-á hostil ao Cristianismo, por o considerar como opondo-se ao bem comum.”

As afrontas contra as doutrinas católicas sucedem-se em diversas áreas; muitos destes ataques dirigem-se contra os princípios mais elementares do casamento, do direito à vida, e de outros princípios católicos. Eis alguns exemplos:

• No início de Agosto de 2009, o Supremo Tribunal italiano acordou efectivamente que não há qualquer diferença legal entre um casal em coabitação e outrodevidamente casado;

• Em Espanha, em meados de Agosto, o Ministro da “Justiça”, Francisco Caamaño,disse que “não há lugar para a objecção de consciência” dos médicos, quando se trata de um aborto. Isto significa que os médicos “não serão autorizados” a abster-se de tomar parte em abortos, devido a objecções de consciência com base em considerações religiosas ou humanitárias;

• Em Abril passado, o Parlamento da União Europeia aboliu as isenções religiosas quanto ao “casamento” de homossexuais, o que quer dizer que as Igrejas poderão no futuro ser obrigadas a realizar “casamentos” do mesmo sexo. O London Timesde 11 de Abril chamou a esta nova decisão “discriminação contra os Cristãos”;

• Recentemente na Suécia, um pastor protestante fez um sermão contra ahomossexualidade, citando o livro do Levítico. Por citar Levítico na sua própria salade reuniões, o pastor apanhou 30 dias de cadeia;

• Em 2007, na América do Sul, um Bispo católico colombiano foi preso por se ter recusado a aceitar um homossexual no seu seminário;

• No Estado americano de Wisconsin, uma nova lei requer que quem faça seguros de saúde dê cobertura a serviços contraceptivos. Esta lei irá forçar as dioceses católicas e outras agências a pagar pela contracepção, que é um acto gravemente imoral;

• Da mesma maneira, o Governo do pró-aborcionista Barack Obama ameaçouBelmont Abbey – um colégio católico no Estado americano de North Carolina – queseria acusado de discriminação sexual, a não ser que o colégio abandone, na prática, os seus princípios católicos e inclua a contracepção no esquema de apoio à saúde dos seus funcionários;

• Júlio Severo, um conhecido activista pela família e pela vida no Brasil – e que éProtestante – foi obrigado em Abril a fugir do seu país (com a sua mulher grávida e os seus filhos) porque o Governo brasileiro o acusou de “homofobia”, por causa dedeclarações que fez sobre a chamada Parada “Gay” brasileira em 2006.

(...)

Esta lista podia continuar a encher várias páginas, mas o ponto da questão é claro.Está a manifestar-se por todo o mundo um espírito abertamente anti-cristão em todas as áreas da vida. Cada uma destas leis injustas é uma espécie de perseguição ao Cristianismo e um acto de guerra contra Nosso Senhor Jesus Cristo e a Sua influência na sociedade.

Estas leis anti-vida são também assassinas e contrárias à lei natural, e as forças afavor do aborto, da contracepção, do controlo da população e do suicídio assistido são hoje mais poderosas que nunca.

Os Católicos de todo o mundo têm o dever de combater estes males monstruosos. O Sacramento da Confirmação faz-nos soldados de Cristo, para combater estas afrontas a Nosso Senhor, que não só vão destruindo a civilização cristã como destroem imensas almas enquanto o fazem.

Muitos leigos estão a rezar e a implorar aos seus sacerdotes que estejam à frentedo combate contra estas medidas anti-cristãs, sejam elas quais forem. Um diálogoamigável com o inimigo não resulta. Como o Bispo Fulton J. Sheen costumava dizer: “Deus detesta a paz naqueles que estão destinados à guerra.”

Uma boa maneira de começar o combate seria exortar os Católicos a que rezemtodos os dias o Rosário, tal como Nossa Senhora pediu em Fátima. Ao rezar o Rosário, as almas devotas, muitas vezes obtiveram do Céu a graça de fazer recuar os inimigos de Nosso Senhor.





Nossa Senhora de Fátima pediu-nos para rezarmos todos os dias o Rosário, parausarmos o Escapulário Castanho, para oferecermos os nossos deveres quotidianos e para fazermos os Cinco Primeiros Sábados de Reparação. Tudo o que fizermos no plano social e político será fraco e estéril se não tivermos a ajuda sobrenaturalque Nossa Senhora está sempre disposta a conceder-nos.

Todos os Católicos devem erguer-se e combater o inimigo por todos os meios legítimos ao seu alcance. A seguir às orações e aos Sacramentos, os Católicos devem opor-se às leis anti-cristãs e enfrentar os políticos anti-cristãos. Isto exige uma verdadeira coragem, mas é um dever que nenhum Católico digno desse nome pode ignorar. Se o sal perde o sabor, será calcado aos pés, avisou Nosso Senhor no Evangelho.

Como os exemplos que demos atrás indicam, já estamos a ser calcados, e a situação irá piorar ainda mais, a não ser que lhe oponhamos uma resistência firme e viril.

O Papa S. Pio X expôs isto bem, quando exortou os Católicos a terem coragem no combate contra as forças do mal.

Em 13 de Dezembro de 1908, durante a beatificação de Joana de Arc, o Papa S. Pio X disse palavras de grande significado, que todos os Católicos moles e confortáveis (incluindo eu próprio) devem ter presentes no coração:

“No nosso tempo, mais do que nunca antes,” disse S. Pio X, “a maior força dos maus está na cobardia e fraqueza dos bons... Todo o poder do reino de Satanás deve-se à fraqueza facilitista dos Católicos. Oh! Se eu pudesse perguntar ao Divino Redentor, como o profeta Zacarias fez em espírito: Que são essas feridas nas palmas das Tuas mãos? E a resposta seria, sem dúvida: ‘Fui ferido com estas na casa do que Me amam. Fui ferido pelos Meus amigos, que não fizeram nada para Me defender, e que, em todas as ocasiões, se fizeram cúmplices dos Meus adversários.’ E esta censura pode ser dirigida aos Católicos fracos e tímidos de todos os países.”


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

JMJ 2011

Quinta-feira, 18 de agosto de 2011, 16h00

A voz de Cristo é a única que não passa, reforça Bento XVI

Nicole Melhado
Da Redação 

http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=283120

Momentos da acolhida do Papa pelos jovens na Praça de Cibeles, em Madri
Mais que ouvir a Palavra de Deus, é preciso colocá-la em prática. Em seu discurso na Festa de Acolhida dos Jovens na Praça de Cibeles, em Madri, na Espanha, nesta quinta-feira, 18, depois da passagem pela Porta de Alcalá, o Papa Bento XVI destacou que há palavras que servem apenas para entreter e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; mas as Palavras de Jesus, ao invés, “têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira”.
“Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efêmeras; não nos aproximam Dele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados”, enfatizou.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Discurso do Papa na Festa de Acolhida dos jovens na Praça de Cibeles
.: Cobertura da JMJ 2011


Muito feliz, o Santo Padre saudou os jovens em diversos idiomas. Em português, Bento XVI convidou os jovens a “subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e da vossa vida: Cristo Senhor”.

O Papa aconselhou os jovens a ouvir a Palavra de Deus e fazê-la ressoar, deixando que esta Palavra penetre e crie raízes nos corações.

“Firmes na fé, sereis um elo na grande cadeia dos fiéis. Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja”, enfatizou o Papa aos jovens de língua portuguesa.

O único caminho

Cristo é o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para a humanidade. Nesse caminho, explica o Papa, alcança-se a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir.

“Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós “espírito e vida” (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida”, reforçou o Papa.

Bento XVI recordou ainda que, quando não se caminha ao lado de Cristo, é muito fácil deixar-se levar pelos próprios impulsos “cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração”.

O Pontífice aconselhou os jovens a aproveitarem bem os dias de JMJ para conhecer melhor a Cristo e depositar Nele todo entusiasmo, alegria e anseios de crescer.

“Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitência”, disse o Papa.


Quais são seus alicerces?

Ao edificar-se sobre a rocha firme, a vida será não só segura e estável, o que se refletirá por  toda a humanidade. O Santo Padre destacou que muitas pessoas veem suas vidas desmoronarem  porque se baseavam em alicerces inconsistentes, pessoas que se contentam em seguir correntes da moda, se refugiando no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.

“Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si só, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita”, salientou.

Bento XVI reforça que é importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus.

“Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados Nele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?”, enfatizou o Papa.


Prudência e sabedoria


Ser prudente e sábio, edificando a vida sobre o alicerce firme que é Cristo: este é o grande conselho do Papa. Somente esta sabedoria e prudência assegurará a força para seguir a diante sem medo que forma a reinar a paz.

“Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós”, reforçou o Papa.

O Santo Padre confiou os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Virgem Maria e disse que sempre tem os jovens em suas orações.
"Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra”, salientou Bento XVI.
Este foi o primeiro compromisso oficial do Papa na JMJ 2011. O próximo compromisso público será nesta sexta-feira, às 11h30 (horário de Madri, 6h30 pelo horário de Brasília) no Mosteiro de São Lourenço de El Escorial, onde Bento XVI se encontrará com jovens religiosas. 

catequese com o PAPA BENTO XVI

Meditação é algo essencial para vida espiritual, aconselha o Papa

Nicole Melhado
Da Redação


Montagem sobre fotos / AP
No fim da Catequese realizada em Castel Gandolfo, o Papa pediu as orações dos fiéis pela JMJ 2011. Bento XVI chega nesta quinta-feira a Madri
Meditar é “criar em nós uma situação de acolhimento, de silêncio interior, para refletir, assimilar os mistérios da nossa fé e aquilo que Deus opera em nós”, disse o Papa Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 17, realizada em Castel Gandolfo.

Recordando ainda a Festa da Assunção de Maria, celebrada na segunda-feira, 15, o Papa exortou aos fiéis a seguir o exemplo de Maria encontrando um espaço, mesmo em meio a tantas atividades e empenhos, para a oração e meditação.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI sobre meditação


“O evangelista Lucas repete diversas vezes que Maria ‘conservava todas aquelas palavras, meditando-as no seu coração’ (2,19; cfr 2,51b). Vale não esquecer que ela é atenta a tudo aquilo que o Senhor lhe disse e fez, e meditava, isto é, aprofundando-as em seu coração”, destaca o Santo Padre.

Seguindo o exemplo de Maria, todos os cristãos devem acreditar, confiar e entrar na vontade de Deus: “esse é o caminho essencial”, enfatizou Bento XVI.

Atualmente, as pessoas são absorvidas por tantas atividades e empenhos, preocupações e problemas. Normalmente essas coisas ocupam todo o espaço do dia e muitos dizem que não sobra um momento para parar e refletir e nutrir a vida espiritual.

Mas o Papa salienta que a Virgem Maria “nos ensina o quanto é necessário encontrar em nossas jornadas, com todas as atividades, momentos para nos recolhermos em silêncio e meditar sobre quanto o Senhor nos quer ensinar, sobre como está presente e age o mundo e nossa vida: ser capaz de parar um momento e meditar”.

Santo Agostinho - recorda o Pontífice - compara a meditação dos mistérios de Deus com a assimilação dos alimentos e usa o verbo “ruminar” para definir a maneira a qual deve ser feita essa associação dos mistérios de Deus, isto é, “fazer isso continuamente, ressoar em nós mesmos, guiando nossa vida, nutrindo-nos com o alimento necessário para nos sustentar”.

É possível fazer essa “ruminação” de vários modos - explica Bento XVI - fazendo, por exemplo, uma breve leitura da Sagrada Escritura ou mesmo lendo uma página de um autor de espiritualidade a qual se identifica e tem mais presente as realidades de Deus na atualidade e também “nos reconciliando com um confessor ou diretor espiritual , lendo e refletindo sobre isso, apoiando nisso, buscando compreender, entender o que isso me diz, o que diz hoje, abrindo nossa alma àquilo que o Senhor quer nos dizer e nos ensinar”.

O Pontífice salienta também que o Santo Rosário é uma oração de meditação, pois, repetindo o ‘Ave Maria’ “somos convidados a repensar e refletir sobre o Mistério que proclamamos”.

“Mas podemos nos concentrar mesmo sobre qualquer intensa experiência espiritual, sobre palavras que nos fizeram impressão durante comunhão da Eucaristia dominical. Assim, vocês podem ver que existem muitas maneiras de meditar e, assim, de estar em contato com Deus e aproximar-se de Deus, e, deste modo, estar no caminho em direção ao Paraíso”, destacou o Santo Padre.

Fazer da meditação um hábito constante, dar esse tempo a Deus, é um elemento fundamental para o crescimento espiritual, assim, elucida o Papa, é o Senhor próprio que doa o gosto de Seus mistérios, Suas palavras, Sua presença e ação.

“É lindo quando Deus fala conosco; isso nos fará compreender de modo mais profundo o que Ele quer de nós, de mim. Por fim, é justamente este o objetivo da meditação: nos colocar sempre mais nas mãos de Deus, com confiança e amor, certos que somente no fazer a Sua vontade seremos, por fim, realmente felizes”, concluiu Bento XVI.


JMJ Madri
Às vésperas da chegada de Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude em Madri, ao fim da Catequese, o Papa pediu a oração de todos os fiéis para este importante evento eclesial.

“Amanhã estarei em Madri onde terei a alegria de encontrar os inúmeros jovens vindos para a Jornada Mundial da Juventude e lhes peço suas orações para este importante evento eclesial. Agradeço vossas orações. Obrigado.”

JMJ 2011


Bento XVI: “Estou feliz por partir até Madrid”

Aos jovens da JMJ aconselha a “confiarem-se à oração para conseguirem abundantes frutos de vida cristã”
ElPapaMadrid 16 de agosto de 2011 – Este domingo, no angelus desde Castelgandolfo, Bento XVI dirigiu-se aos peregrinos que participarão na JMJ para lhes pedir que o “acompanhem com a oração” para que neste evento “se colham abundantes frutos espirituais”.

“Quinta-feira partirei para Madrid. Estou feliz de encontrar ali todos os jovens que estarão presentes dos diversos países do mundo”, assinalou. O Santo Padre insistiu na necessidade de “se confiarem à oração” durante a Viagem Apostólica a Espanha para “que se colham abundantes frutos espirituais”

Do mesmo modo, convidou aos peregrinos “a meditar sobre o tesouro da fé que nos foi transmitido e a acolhe-lo com gratidão”. “Comprometendo-nos a responder de maneira responsável a chamada de Deus e a eleger fundamentar a nossa vida em Cristo. Neste caminho, nos não estamos sós”, realçou Bento XVI.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

**HORA DA FAMÍLIA**

Semana Nacional da Família

Família, Pessoa e Sociedade


Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido colocada em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Por isso, é fundamental um olhar atento dirigido à família, patrimônio da humanidade. O contexto atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo ardor missionário para ajudar as famílias à não perderem de vista a sua missão primordial de ser a primeira escola das virtudes sociais de que as sociedades têm necessidade. A família participa decisivamente no desenvolvimento da sociedade. É o lugar privilegiado para forjar no coração do homem os valores perenes, sejam eles espirituais ou civis.
O que fazer de especial na Semana Nacional da Família? Contamos com a criatividade das comunidades. Contudo, indicamos algumas sugestões: as escolas poderão trabalhar sobre a realidade e os valores da família. As comunidades poderiam, além de intensificar a oração nas e pelas famílias, promover estudos e palestras sobre os valores das famílias ou outros temas de interesse. Importante também seria apresentar testemunhos de casais, de famílias, jovens e religiosos/as. Os filhos poderiam promover uma serenata para os pais. Celebração eucarística com a presença de todos os casais que nesse ano celebram as bodas. Vigília pelas famílias nas comunidades; adoração ao Santíssimo em prol das famílias; procissão luminosa onde será rezado o terço pelas famílias, fórum da família; peça teatral com o tema: “Família, pessoa e sociedade”; missa de encerramento em ação de graças pelas famílias.

...E você,como vai ajudar a evangelizar  nossas famílias?!!
PROCURE SUA PARÓQUIA E PARTICIPE!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conhecendo um grande homem...

PADRE DEHON

 
Sociólogo, escritor, advogado e padre Fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Sua vida foi um constante caminhar. Sonhador, lutador, teve decepções, surpresas alegres e tristes. Aprendeu a amar a Igreja. Soube ouvir os gritos numa França cheia de desafios. Fundou jornal, revista, publicou livros, escreveu muito nos Meios de Comunicação Social de então, e deixou-nos por herança : O Sagrado Coração de Jesus.
Leão João Dehon nasceu a 14 de março de 1843, em La Capelle, ao norte do Departamento de L’Aisne, França. Seu pai: Julio Alexandre Dehon; sua mãe: Estefânia Adele Vandelet, devota fervorosa do Coração de Jesus. Tinha um irmão mais velho: Henrique.
 
Leão foi batizado a 24 de março do mesmo ano, véspera da festa da Anunciação. Anos depois, escreveu: "Era feliz mais tarde unindo a lembrança do meu batismo ao do Ecce venio do Nosso Senhor".

 

Leão Dehon frequentou a escola da cidade. Mais o ambiente não era favorável a uma boa educação. Por isso seus pais, preocupados com o futuro do filho, o matricularam no Colégio de Hazebrouck, dirigido por padres. Antes de seu ingresso nesse colégio Leão fez suma primeira comunhão na cidade natal.

No Colégio Hazebrouck, encontrou na pessoa de seu diretor, Pe. Dehaene, um grande amigo que o orientou muito bem na luta pela conquista da virtude.

Na noite de Natal de 1856, Leão sentiu forte chamado ao sacerdócio. Conversou como pai a respeito. Recebeu um frio e peremptório "não". Júlio sonhava um futuro brilhante e diferente para o filho. Jamais permitira que ele se tornasse sacerdote.Em agosto de 1859, Leão terminou seus estudos secundários e, a l6 do mesmo mês, passou, com sucesso nos exames de bacharel em letras.

De volta a La Capelle, expos novamente seu projeto ao pai. Esta insistência do filho caiu como um raio no lar Dehon. O pai não aceitava de forma alguma a idéia ousada do filho.

Sem desistir de seu plano, Leão obedece momentaneamente a seu pai e vai para Paris. Freqüenta o curso de preparação ao concurso da célebre Escola Politécnica DEA simultaneamente matricula-se no primeiro ano de direito. Mais tarde, abandona o curso de letras e segue normalmente o curso de direito, que lhe parecia mais de acordo com a sua cultura e sua sensibilidade.

Em agosto de 1862, obtém a licença em direito e, dois anos mais tarde, em abril de 1864, defende a tese de doutorado em direito.

Durante o período de estudo em Paris, Leão impôs-se um ritmo de vida que favorecia sua vocação sacerdotal. Diariamente participava da missa em São Sulpicio, sua paróquia.

Nesse tempo, também, conheceu um jovem estudante de arqueologia, que se tornaria seu grande amigo: Leão Palustre. Com esse amigo, Dehon fez várias viagens: à Inglaterra (1862), à Alemanha, aos países escandinavos, à Europa Central (1863), A 23 de agosto de 1864, empreendeu com ele uma longa viagem de 10 meses pelo sul da Alemanha, Suíça, Norte da Itália, Grécia, Egito, Palestina (Terra Santa), Ásia Menor, Hungria e Áustria.

No fim dessa viagem, Leão parte diretamente para Roma, onde chega a 14 de junho de 1865. Estava firmemente decidido a seguir sua vocação sacerdotal. A viagem à Terra Santa confirmara o chamado do Senhor: "Vem e segue-me! Também te farei pescador de homens!".

Em Roma, mora no colégio francês, Santa Clara, matricula-se no curso de filosofia e, depois de um ano apenas, obtém o doutorado na matéria (1866). Em 1871, consegue o título de doutor em teologia e em direito canônico.

Antes, a 19 de dezembro de 1868, é ordenado sacerdote, na Basílica de São João de Latrão, na presença de seus pais, que aceitam agora a vocação do filho.

Padre Dehon participou como estenógrafo, das sessões do Concílio Vaticano I.

Terminados seus estudos em Roma, recebeu sua primeira transferência. Foi uma grande decepção para ele. Com vários doutorados em sua bagagem, Padre Dehon esperava trabalhar numa universidade. E foi nomeado para ser o 7 vigário paroquial de uma pobre e problemática paróquia: São Quintino.

Apesar de tudo, assumiu sua missão com todo ardor e entusiasmo. Conhecendo as grandes necessidades daquela cidade, Padre Dehon teve várias iniciativas de grande repercussão; fundou um patronato, São José 91872), a Obra dos Círculos Católicos (1873); um jornal católico: Le Conservateur de L’Aisne (1874); círculos de estudos religiosos e sociais, com a Conferência de São Vicente de Paulo ( 1875); promoveu encontros de estudos com os patrões, duas vezes por mês (1876): o Colégio São João

Sacerdote, culto, santo e dinâmico, muito conhecido na França, Dehon tinha algo que o inquietava. Não estava satisfeito. Faltava-lhe algo. Não tinha, porém, clareza o que era realmente. Depois de um longo discernimento, feito de oração, de diálogo com sábios sacerdotes e orientadores espirituais, Dehon toma a decisão de fundar a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Data oficial da fundação: 28 de junho de 1878, dia da primeira profissão do fundador

Temporariamente supressa por determinação da Santa Sé (1883), a nova Congregação experimentou, depois de sua ressurreição (1884), um vertiginoso crescimento e um surpreendente impulso missionário espalhando-se por diversos países.
Além dos trabalhos de governo e animação de sua congregação como superior geral, Padre Dehon participou dos grandes eventos de cunho social na agitada França daquele fim de século. Sensível aos grandes problemas sociais de então, Padre Dehon era protagonista de congressos e de assembléias, onde se discutiam as questões sociais, principalmente depois da publicação da Rerum Novarum, da qual foi um incansável divulgador e defensor. Sem dúvida, pode-se dizer que era um missionário da doutrina social da Igreja. Proferiu conferências (principalmente em Roma), escreveu artigos em jornais e revistas (Le Règne du Sacrré-Coeur dans les âmes et dans les sociétés), publicou livros sobre o tema, principalmente: Manual social cristão (1894) e o Catecismo social (1898). Outros: A usura no campo presente ( 1895); Nossos Congressos (1897), As pontifícias diretrizes políticas e sociais (1897), Riqueza, mediocridade ou pobreza ( 1899), A renovação social cristã (1900).
Padre Dehon faleceu no dia 12 de agosto de 1925, aos 82 anos de idade. Seus restos mortais repousam na Igreja de São Martinho, em São Quintino, França.

"Por Ele vivi, por Ele morro", foram suas últimas palavras. 

Fonte:
http://www.dehonbrasil.com/blogs/index.htm